sábado, 25 de junho de 2011

Dualidade


Pessoas seguem caminhos
Cada qual em dada direção
Não olham aos lados
Andamento em compassos alternados
Bailado sincopado
Bem marcado em braile.
Deslizam nas superfícies
O conhecimento aflora
As dúvidas permeiam
Tudo é dualidade.
Vidas fazendo vidas
Arte em construção
Telas descoloridas no muro da servidão.
Histórias em negrito
Não passam sem alguém ler
Mentiras verdadeiras
Defesas para se esquecer.
O que é sério nas sátiras?
Sentimentos ao se dizer
Expuseram as faces
Apararam as arestas
Nos vértices esconderam-se segredos
Nada tão velado
Ao ápice do anoitecer.
Marta Vaz




Espelho meu

Nua ao espelho Vejo os olhos que um dia fitaram os seus  As mãos que ao microfone disseram tanto O tanto que você não ouviu Aquele mesmo que...