Pensamentos, reflexões e versos que expressam o que é mais velado, desnivelado em mim.
segunda-feira, 17 de março de 2014
A Musa
A Musa do poeta é a dor
Ora vestida de saudade
outras embriagada de amor.
Ele a penetra profundamente,
Mergulhado em prazeres
goza poesia...
A Musa nua sorri.
Ele sempre a corresponde;
Prefere morrer a cada dia
Ao esgotar tamanho êxtase.
Marta Vaz
domingo, 9 de março de 2014
Original
Sou filha do vento
Marcante como pensamento
Não me pegue, nem me siga.
Solitária ou companheira
Mesmo passageira,
Sou Amor.
Marta Vaz
sexta-feira, 7 de março de 2014
Gatilho da Alma
Novamente escuridão,
Suores frios, calafrios sem calma.
Fotos rasgadas nas prateleiras
Manchas do sangue que corre nas veias
Espalham-se nas paredes e chão.
Ela está fria,
Olhos brancos e parados
A música se repete na vitrola.
E o piano mudo é agora mais um
Num canto, sem o encanto que o acometia.
Pobres imortais artistas!
Que vestem Arte e estão tão nus em letras e canções!
São verdades ou ilusões?
Talvez suplicas imputadas aos dias
Gozo dos colóquios entre almas
Tão errantes quanto a minha ou a dela.
Não teríamos que ter fechado a janela?
Não!
O perfeito arroubo vem num assalto
Um salto, um passo em falso
E tudo pulsa novamente, tudo é quente
Olhos podem ser frios
Mas o olhar sempre será o gatilho ao êxtase.
Marta Vaz
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