quarta-feira, 18 de junho de 2014

Madrugada




Sinto, Amor!
Sinto dor,
Deixo doer...
Corroer essa covarde agonia.
Dúvida parida,
Punhal de lâmina afiada
Cravado na alma nua;
Tão tua e minha talvez.
Risada surda arrepia,
Inebria tamanha estupidez.
A tez rubra, quente
Trasbordando, fervendo o desejo.
Passa madrugada
Aumenta a sede
Afogada em mágoas
Ensejo o último suspiro
Em sua boca.

Marta Vaz

sábado, 7 de junho de 2014

Quase saudade


O encanto pelo canto faz cantar;
Nas dores ou alegrias
Nas noites longas ou curtos dias
Tudo lembra alguém.
No vai e vem das horas
Nas pressas e demoras
Tem aquele cheiro, meu bem.
No tapete vermelho, de qual lugar?
Onde nem mesmo chegou a amar.
Nos lábios sedentos e macios
Tudo faz um beijo desejar.
As mãos que envolveriam a nuca
Puxariam os cabelos com vontade
Tudo num piscar de olhos
Antes nas asas de um sonho
Hoje quase saudade.
Marta Vaz

Espelho meu

Nua ao espelho Vejo os olhos que um dia fitaram os seus  As mãos que ao microfone disseram tanto O tanto que você não ouviu Aquele mesmo que...