quarta-feira, 18 de junho de 2014

Madrugada




Sinto, Amor!
Sinto dor,
Deixo doer...
Corroer essa covarde agonia.
Dúvida parida,
Punhal de lâmina afiada
Cravado na alma nua;
Tão tua e minha talvez.
Risada surda arrepia,
Inebria tamanha estupidez.
A tez rubra, quente
Trasbordando, fervendo o desejo.
Passa madrugada
Aumenta a sede
Afogada em mágoas
Ensejo o último suspiro
Em sua boca.

Marta Vaz

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