Corrente quente
Percorrendo o peito
Arrastada em imagens
Olhares nas fotografias.
Coração pulsa
É vida!
Será amor?
Já tem gosto, cheiro e cor...
Será amor?
Fazendo pausa,
Lembrando canção.
Nós na cabeça, nos cabelos e garganta.
Vontade na ponta dos dedos.
Desejo entorneiro,
Escoando em brechas;
De ribeirão a corredeira,
Enchendo um mar.
Alma nua,
Brilhando em lua.
Nau de sentimentos,
Escapando por mim.
Marta Vaz
Pensamentos, reflexões e versos que expressam o que é mais velado, desnivelado em mim.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Parafraseando o amor
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Arquétipos
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Apenas passado.

Chuva constante na alma;
Molhava paredes do interior.
No escuro rondavam sombras,
Ilusões ou únicas companheiras?
Sonhos desfeitos como cartas devoradas por traças.
O que seguia, perseguia sem tréguas.
Fazia frio lá...
Onde estava a alegria?
Fora devorada ou partira com a esperança?
Seriam tão ligadas assim?
Quando saiu, fechou a porta;
Levou a chave consigo.
Lembranças estavam em quadros.
Quadrados habitavam a cabeceira,
Delimitavam as sensações.
Não usava sapatos,
Alimentava com migalhas ratos.
Pegadas mostravam o caminho da volta.
Desejava apagar passos.
Desatava embaraços,
Fluía sem deixar pistas.
Comburente ausente,
Apagava a chama.
Marta Vaz
sábado, 25 de junho de 2011
Dualidade

Pessoas seguem caminhos
Cada qual em dada direção
Não olham aos lados
Andamento em compassos alternados
Bailado sincopado
Bem marcado em braile.
Deslizam nas superfícies
O conhecimento aflora
As dúvidas permeiam
Tudo é dualidade.
Vidas fazendo vidas
Arte em construção
Telas descoloridas no muro da servidão.
Histórias em negrito
Não passam sem alguém ler
Mentiras verdadeiras
Defesas para se esquecer.
O que é sério nas sátiras?
Sentimentos ao se dizer
Expuseram as faces
Apararam as arestas
Nos vértices esconderam-se segredos
Nada tão velado
Ao ápice do anoitecer.
Marta Vaz
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Riscos

No silêncio escutamos pensamentos,
Ensaiamos uma dança;
Passos atrapalhados, desengonçados,
Como os primeiros de uma criança.
Nos sentimentos fazemos brechas,
Escalamos barreiras impostas.
Vivemos a loucura dos amantes;
Provamos a doçura do amor.
Um sorriso escapa aos cantos da boca;
A mesma de um céu estrelado,
No contemplar do beijo roubado.
Um passeio na corda bamba,
Lembrança de pernas tremulas.
É preciso risco para se ter o desenho,
Uma prova para conseguir um prémio
E o sonho anunciando desejos.
Quem sabe aquele beijo?!
Que falou por si, enquanto a mente fugia.
Ah! Como seria se a fantasia coubesse agora?
Talvez a vida se faria,
Um eterno Carnaval.
Marta Vaz
domingo, 8 de maio de 2011
Falando de amor
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