Pensamentos, reflexões e versos que expressam o que é mais velado, desnivelado em mim.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Sutileza
Em dado momento nos cruzamos,
nos fitamos...
Nisso se fez o encanto.
Num canto guardo a saudade.
Visto-me da esperança e espero a tempestade.
Certa que o Sol vai chegar
Certa que esse Amor
Tem um cheiro bom,
Que se impregnou em mim pelo nosso abraço.
Marta Vaz
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Viver o sonho, sonhar a vida, fazendo amor!
Cada dia mais perto;
O tempo escorre lentamente.
O coração vibra,
assim como toda emoção em mim.
Vibram cordas afinando almas.
Espalha-se Arte pelo som.
Quero cantar, chegar até Deus.
Mergulhar de cabeça, preencher o vazio.
Fazer de você felicidade.
Ter esse seu sorriso;
Seu olhar curioso em cada parte minha.
Ser eu e você em nós.
Viver mais que um sonho;
Sonhar plenamente, Amor.
Amor que escapou de um sorriso
E agora vive em nós.
Marta Vaz
domingo, 25 de agosto de 2013
Poesia Nua
Vou rir, me despir
Dessa raiva que desperta
Desse desejo que dilacera
Dessa ambiguidade
Da sua intelectualidade
Do seu analista e da sua vida de artista.
Eu vou rir
De tudo que complica
Dos seus versos
Das canções
Do seu vestido caro
E do seu carro.
Vou rir pois a tristeza demora
Sou vã, vil e gosto de beijo
De sexo também.
Gosto do medo
E de tudo mal explicado
Do que não prende
E nem pende arrastando culpas
Arranque minhas roupas
Mas nunca a minha poesia.
Marta Vaz
Photo by: Leandro Anhelli
Ápice
Noite longa, as vozes ecoavam.
Nas paredes e lençóis o irrefutável
Lembranças reviradas da tarde das horas.
É tarde, o corpo sinaliza...
Marcas profundas indicam a trajetória finda.
O recomeço, nos espelhos refletem anseios.
Nas mãos o vazio
No peito só a dor.
Deixa doer, deixa roer toda resistência!
Que se chegue ao âmago desse sentimento.
Toda mágoa lapida ou dilacera.
Segue,
Nessa urgência disfarçada de arte
Segue, tropeçando nos passos.
Mas não pare, segue.
Deixa ir, a hora se aproxima;
Segundos escorrem no tempo
Será o fim?!
Ou finalmente o ápice da obra?!
Suspensão;
Paira suspense, sempre surpresa.
Continue, pouco falta.
Tudo some,
Agora ausência.
Será que nunca existiu?
Calma!
Falta pouco.
Marta Vaz
sábado, 17 de agosto de 2013
Suavidade
Suavidade...
Manhã
cinza,
Sol tímido.
A mente
ferve,
Coração
gela minhas mãos.
Emoção a
flor da pele,
Alma
tocada suavemente.
A dor da
saudade se dissipa com a noite;
Um
sorriso escapa aos lábios
E o
desejo de provar seu beijo.
Sigo em
paz.
Marta
Vaz
domingo, 14 de julho de 2013
Fonte de mistério
Tenho tanto a dizer...
Mas guardo no silêncio todo querer.
Um dia, quem sabe o tempo faz acontecer,
O que só você nunca irá esquecer.
Marta Vaz
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