sexta-feira, 1 de junho de 2012

Efêmera



És bela,

Mesmo triste.
Atirada pela janela, 
Como é bela!
Beleza roubada;
Imaculada em cores frias.
Lembra amor,
Cheira à morte também. 
Bela por ser efêmera.
O efêmero que eterniza,
Como a pitonisa; 
De pura excitação e encanto, 
Exercidos de mim.

Marta Vaz

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