sábado, 26 de novembro de 2011

Exposição


Cheiro invade a sala
Percorre cada canto
Derrama  lembranças
Espalhando-as pelo chão.
Ouço um tom
Mudo de cor
Sinto a face rubra
E o corpo nu.
Por um instante a eternidade
Um portal se abre
Mas o véu continua lá...
Quando será?
Névoa que atordoa,
Sonho em construção.
Mão,
Toda impressão modesta
Muito do que resta
Dessa exposição.
                                  Marta Vaz



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Minha oração


Quero o olhar de um discurso eloquente
A liberdade da opinião
A esperança do amanhã
A lembrança pela canção
Sentir o arrepio da pele
Como a memória do João.
Sentir o perfume que  traga
Fluir como água
Penetrar em vãos.
Afogar vontades em beijos
Ser o desejo ou a inspiração.
A mão estendida
Desejando a paz
Querer sempre mais
À face de conjugar o amar.
                         Marta Vaz


  



domingo, 25 de setembro de 2011

A legend or a realy




You're a legend  
Now more alive than ever, here
Love is forever
My heart was behind the song
And found you
Do not go
Stay a little longer
Until I write the chorus
Thinking like a balloon flying
Everything leads to you
listen
This is our song
Do not argue, just listen
In the heart beats
I show love
I show my face
Stay
I will make your
Only this time
On this moonless night
Only you shine
Star, never fails to shine
Farewell stand
For I know that you live in another sky
Just like anything in other sea
Nothing as you before



Marta Vaz

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vida

Corrente quente
Percorrendo o peito
Arrastada em imagens
Olhares nas fotografias.
Coração pulsa
É vida!
Será amor?
Já tem gosto, cheiro e cor...
Será amor?
Fazendo pausa,
Lembrando canção.
Nós na cabeça, nos cabelos e garganta.
Vontade na ponta dos dedos.
Desejo entorneiro,
Escoando em brechas;
De ribeirão a corredeira,
Enchendo um mar.
Alma nua,
Brilhando em lua.
Nau de sentimentos,
Escapando por mim.
                            Marta Vaz










































































































































































































terça-feira, 30 de agosto de 2011

Parafraseando o amor


Pior do que a dor da partida
É a da não chegada.
Quando o desejo é louco
E de tudo um pouco
Faz o coração disparar.
Pensamentos distraem a dor
Disfarçando todo o amor,
Insistente, persistente;
O que a tudo suporta
E mente
Quanto a ausência de quem se ama,
É sentida.
Marta Vaz

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Arquétipos


Homem bicho
mata come
O que mata
seca e some.
Homem fera
rastro marca
Arma saca
corre sangue.
Homem ser
faz um nome
planta vida
mata fome.

Marta Vaz




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Apenas passado.


Chuva constante na alma;
Molhava paredes do interior.
No escuro rondavam sombras,
Ilusões ou únicas companheiras?
Sonhos desfeitos como cartas devoradas por traças.
O que seguia, perseguia sem tréguas.
Fazia frio lá...
Onde estava a alegria?
Fora devorada ou partira com a esperança?
Seriam tão ligadas assim?
Quando saiu, fechou a porta;
Levou a chave consigo.
Lembranças estavam em quadros.
Quadrados habitavam a cabeceira,
Delimitavam as sensações.
Não usava sapatos,
Alimentava com migalhas ratos.
Pegadas mostravam o caminho da volta.
Desejava apagar passos.
Desatava embaraços,
Fluía sem deixar pistas.
Comburente ausente,
Apagava a chama.
Marta Vaz

Espelho meu

Nua ao espelho Vejo os olhos que um dia fitaram os seus  As mãos que ao microfone disseram tanto O tanto que você não ouviu Aquele mesmo que...