domingo, 8 de janeiro de 2012

Sede de amor




Minha boca tem sede,
Desejo de silenciar teu medo.
Envolver-te em meus braços,
Provocar teu sossego.
Mas não antes de mostrar-me,
Entregar-te meus segredos.
Arrancar-te um sorriso,
No silêncio...
Fazer-me tua.
                   Marta Vaz

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Equívoco


Quando olhei não simplesmente vi;
Penetrei num campo totalmente minado.
A cada passo uma sensação explodia,
Sempre acompanhada pelos seus olhos .
Poderiam ter qualquer cor,
Nada importava para mim.
Só a inquietação,
Provocante do seu olhar.
Sua agitação gris,
Sua pele quente em mim.
Equivoco se pensa ser ledo engano.
Seus erros e acertos eram previsíveis
Assim como a paixão que nos consome.
                                                          Marta Vaz



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Chama

Você pode ter um olhar fascinante
Ter a boca mais deliciosa que provei
Um cheiro estonteante
E uma voz no mínimo marcante.
Mas nada disso é importante
Diante do amor que minto não sentir.
                                                      Marta Vaz



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O encontro


Lembro o seu olhar,
Naquele abraço mágico.
Mãos ágeis 
Apertando a minha cintura 
Contra ou a favor da sua?
Fazendo-me totalmente nua
Sem muito no que pensar
Deixou-me quase sem ar.
Um segundo tão eterno...
Para que verbalizar?
Escapa-se o tempo,
Não quero perdê-lo.
Hoje a vida sorri a cada amanhecer
Retribuo,
Penso feliz!
Tenho o todo;
Aquilo que não pôde roubar
O encontro.
                        Marta Vaz








sábado, 26 de novembro de 2011

Exposição


Cheiro invade a sala
Percorre cada canto
Derrama  lembranças
Espalhando-as pelo chão.
Ouço um tom
Mudo de cor
Sinto a face rubra
E o corpo nu.
Por um instante a eternidade
Um portal se abre
Mas o véu continua lá...
Quando será?
Névoa que atordoa,
Sonho em construção.
Mão,
Toda impressão modesta
Muito do que resta
Dessa exposição.
                                  Marta Vaz



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Minha oração


Quero o olhar de um discurso eloquente
A liberdade da opinião
A esperança do amanhã
A lembrança pela canção
Sentir o arrepio da pele
Como a memória do João.
Sentir o perfume que  traga
Fluir como água
Penetrar em vãos.
Afogar vontades em beijos
Ser o desejo ou a inspiração.
A mão estendida
Desejando a paz
Querer sempre mais
À face de conjugar o amar.
                         Marta Vaz


  



Espelho meu

Nua ao espelho Vejo os olhos que um dia fitaram os seus  As mãos que ao microfone disseram tanto O tanto que você não ouviu Aquele mesmo que...