domingo, 25 de agosto de 2013

Poesia Nua


Vou rir, me despir
Dessa raiva que desperta
Desse desejo que dilacera
Dessa ambiguidade
Da sua intelectualidade
Do seu analista e da sua vida de artista.
Eu vou rir
De tudo que complica
Dos seus versos
Das canções
Do seu vestido caro
E do seu carro.
Vou rir pois a tristeza demora
Sou vã, vil e gosto de beijo
De sexo também.
Gosto do medo
E de tudo mal explicado
Do que não prende
E nem pende arrastando culpas
Arranque minhas roupas
Mas nunca a minha poesia.

Marta Vaz

Photo by: Leandro Anhelli

Ápice


Noite longa, as vozes ecoavam.
Nas paredes e lençóis o irrefutável
Lembranças reviradas da tarde das horas.
É tarde, o corpo sinaliza...
Marcas profundas indicam a trajetória finda.
O recomeço, nos espelhos refletem anseios.
Nas mãos o vazio
No peito só a dor.
Deixa doer, deixa roer toda resistência!
Que se chegue ao âmago desse sentimento.
Toda mágoa lapida ou dilacera.
Segue,
Nessa urgência disfarçada de arte
Segue, tropeçando nos passos.
Mas não pare, segue.
Deixa ir, a hora se aproxima;
Segundos escorrem no tempo
Será o fim?!
Ou finalmente o ápice da obra?!
Suspensão;
Paira suspense, sempre surpresa.
Continue, pouco falta.
Tudo some,
Agora ausência.
Será que nunca existiu?
Calma!
Falta pouco.

Marta Vaz





sábado, 17 de agosto de 2013

Suavidade


Suavidade...
Manhã cinza,
Sol tímido.
A mente ferve,
Coração gela minhas mãos.
Emoção a flor da pele,
Alma tocada suavemente.
A dor da saudade se dissipa com a noite;
Um sorriso escapa aos lábios
E o desejo de provar seu beijo.
Sigo em paz.


Marta Vaz

domingo, 14 de julho de 2013

Fonte de mistério



Tenho tanto a dizer...
Mas guardo no silêncio todo querer.
Um dia, quem sabe o tempo faz acontecer,
O que só você nunca irá esquecer.

Marta Vaz

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Encontro



Desconstrução da emoção qualquer,
A inspiração finalmente chegou.
Esse tal desejo por amor            
Que flui de você
Essa vontade de se apaixonar,
Vai acontecer!
Que seja doce e leve,
Como o brilho desse encontro.
Essa brisa suave sopra em nós,
Arranca sorrisos pela manhã.
Chega pra marcar,
Sem licença...
Fique!
Até que o sono venha.
Marta Vaz





segunda-feira, 11 de março de 2013

Que seja sempre, Amor



Quero ser poesia
Sem a demagogia que aliena
Ou a hipocrisia dos que dissimulam.
Quero ser o encanto,
A novidade de uma liberdade.
E loucura que rasga a cena
Da falsa moralidade.
Estar à margem,
Mas seguir pensante.
Que toda incompreensão
Seja apenas mais uma razão.
Que a minha fé seja verdadeira
E a esperança não só a primeira
Ou a última.
Mas que seja sempre amor.

Marta Vaz

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Mina d'água



Deixa fluir!
Mina d'água cristalina,
Das Gerais para todo mundo
Encanto nos olhos das meninas.
Canto de ribeirão,
Fala mansa em corredeira.
Anseia amor...
Contorna ligeira a dor,
Desaguando no meu mar.
Marta Vaz

Espelho meu

Nua ao espelho Vejo os olhos que um dia fitaram os seus  As mãos que ao microfone disseram tanto O tanto que você não ouviu Aquele mesmo que...