terça-feira, 6 de julho de 2010

Medo


Medo de perder o que não se tem...
De viajar de trem.
De casar ou descasar com alguém?!
Medo sem fundamento!
Sem completar o pensamento.
Lutar para ter o que não se tem.
Não temer nada e alguém.
Não atropelar para não se machucar.
Medo de errar?
Rir do que dizem ser o certo!
Caminhar pela simples liberdade de ser;
O que quiser e desejar.
O que teme vai chegar!
Se não teme não saberá quando passou...
Sou mais as pessoas,
Com tudo de bom ou ruim que trouxerem...
Do que a infelicidade de recusa-las pelo medo de alguém.
Marta Vaz

Sentimentos


Hoje estou sentindo saudade,
Talvez a que sempre esteve em mim.
Aquela de ter sonhos;
Ou de algo que nunca conheci?
Aqui ou em Bariloche;
Em Veneza ou Paris,
Ter a certeza de sentir o que perdi
Manchas pairam no chão
Sombras dos pássaros que sobrevoam minha mente
Manchas nas roupas e nas mãos
Do que se derramou e virou Arte.
Transbordei tanto amor!
Transformei tudo em dor;
E a dor em saudade.
Dói menos sentir saudade?
Escapam lágrimas,
Rolam e borram a tela.
Nada melhor para se retratar o momento.
Marta Vaz

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Traição


Quem trai precisa de um impulso para realizar o ato.
Sangue quente, pelo desejo ou pela ira de ser traído.
O sangue corre rápido, bombeado pelo coração,
Centro metafórico das emoções.
Registro de um momento que vale uma vida
A vida que valia o sangue;
Antes da traição acontecer.
Marta Vaz

domingo, 4 de julho de 2010

Le bruit des couleurs


Ainsi, de nombreuses questions autour des lignes de ses chansons
Tant de mots échangés
Echange de nom
Ils disent que vous n'avez jamais parlé
Que veulent-ils?
Besoins d'amour, ton amour.
S'ils savaient ce à dire
Ne dites pas n'importe quoi!
Rien pour vous;
Rien à vous.
Souhaitez-utilisation plus les lumières et les chansons
Et les couleurs de sons
Ainsi serait vraiment entendre sa voix puissante
Et ne serait pas mensonge.
Marta Vaz

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cronica: O que é ser Homem na sociedade moderna?


Estou a meses ouvindo comentários a respeito de um rapaz participante de um reality show em uma grande emissora de TV. Esse jovem conseguiu conquistar fãs e seguidores em muitas partes do Brasil, que o descrevem como uma pessoa sincera, honesta, verdadeira que não esconde sentimentos e fala na cara o que pensa. De tanto eu escutar quis conhecer quem é esse "príncipe" e como ele mesmo se descreve, deparei-me com um "ogro", o pior é que os ogros das histórinhas, ainda conseguem ser mais doces do que este rapaz.
O que será que está acontecendo com os valores da sociedade? Até onde ser mal educado, grosso, desrespeitador e preconceituoso pode soar sinceridade e nobreza de caráter?
Ser homem na nossa sociedade é ser desta forma, um ser desprezível e anti-social? Esse é o modelo que jovens e as mulheres modernas, ou não tão modernas assim, escolheram para representar a classe dos homens convictos?
As dúvidas pairam sobre minha mente e a todo instante alguma coisa teima a catucar-me, pois sou mulher e gosto de homens. Mas sou culta e esclarecida, pelo menos até hoje era convicta disso. Mas diante do protótipo do macho que hoje a sociedade elege, não pude deixar de rever meus conceitos. Afinal nunca imaginei que as mulheres gostassem de ser tratadas com tanto destrato e indiferença. Diante disso tenho que reler Nelson Rodrigues em suas fantásticas narrativas de homens canalhas e mulheres objetos, mas mesmo assim não consigo encontrar nada semelhante ao que hoje, homens e mulheres escolheram para imagem ideal do homem brasileiro. Acredito que mesmo diante do Rei do cangaço, "cabra-macho nordestino" essa nova escolha é mais assustadora. Ser grosso ou cruel por opção à uma vida dura sem o racionalismo que a educação nos oferece é até perdoável e digno de ser contado. Mas ser preconceituoso, mal educado, insensível e manipulador por opção é indefinível, deixo para os fãs...
Com toda essa lamentável apreciação rendo-me aos homens que se dizem "drags", pois com todos os trejeitos e cores exóticas, não esqueceram que são homens de verdade e apresentam sentimentos, não temem o choro em suas fraquezas, ao contrário admitem seus erros e pedem desculpas em caso de "mal entendido". O pior nisso é que esses homens não curtem as mulheres para um relacionamento intimo, preferem aos outros homens.
Nesse ponto vou parar, reavaliar toda essa nova "conquista" humana, mas não é muito difícil e se não fosse trágico seria cómico, concluir: Estamos a ponto de derrubar a Teoria Evolucionista de Darwin e criar uma nova Teoria para tentar explicar o retrocesso da espécie humana. Preconceitos à parte, alias sempre preferi conceitos a eles, diante de todo avanço tecnológico a máquina humana é a única que não avançou realmente, ela preferiu criar substitutos cibernéticos para retornar a condição Neandertal. Será isso por acaso? Deixo a conclusão para os poucos que ainda pensam comparados a uma sociedade tão grandiosa, em números.
Marta Vaz

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A Loucura e o retrato


Numa cabeceira ali jaz ele,
Cor desbotada e moldura sem brilho.
Era a bengala para aquele homem...
Será que o fazia mas forte?
Ou fraco talvez?!
Mas era a ele que toda noite beijava.
Como aquela mulher de outrora.
Acreditava piamente;
Que todas as noites dormiam juntos.
Chegava a sentir seu cheiro empoeirado.
Sua mente recusava-se a enterra-la.
Sua sanidade a santificava;
E a loucura a enquadrava,
Trancada num retrato.
Ao lado de sua face;
Hora confundiam-se nos disfarces.
Se esse homem contempla a vida?!
Ele faz muito mais que isso...
Ele a eternizou de tanto amar!
Chego a pensar, se retratos deveriam existir...
Simples pedaços de lembranças;
Que muitas vezes são fios de vidas.
Vidas que será que não existem realmente?
Nos porta retratos tornam-se tão reais!
E a felicidade escoa como numa ampulheta.
Mas se estiver errada?
E a felicidade for a enquadrada?
Não ficarei para saber;
O meu tempo é curto diante da eternidade.
Não guardo retratos, alias não gosto de fotos.
No espelho da vida fitei o olhar desse homem;
Nos confundimos em sobreposições de imagens.
Não quero estar também enquadrada ao lado dele!
Nem ser a ele...
Quantas vidas se confundem diante do espelho?!
Minha sanidade deu lugar a liberdade da loucura;
E nela escuto Deus.
Voo em pensamentos...
Desmancho-me em lágrimas de emoção.
Todos os dias, uma nova canção.
Só peço um favor...
Não fotografe esse momento!
Ele não caberia em uma moldura.

Marta Vaz

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Natural


Cheguei a esse mundo sem vestes
Sem saber falar e com tão pouco enxergar
Mas a cada gesto sorria ou chorava

Esse era meu canto,
a forma de dizer ao mundo estou viva.
Crescendo percebi além das fronteiras do quintal

Pela janela via a chuva cair
Encantava-me com as gotas na vidraça

Tentava contá-las e acabava sorrindo por perder a conta.

O mundo era tão natural!

Tão grande o céu!

Tão salgada a lágrima!
Assim como a água do mar que nunca esquecerei.

Tentei descobrir o caminho para a china

Levei uma surra por fazer buracos no quintal
E hoje minhas lágrimas são de alegria

Fui criança, vivi um mundo mágico!

Trago nas mãos o perfume das flores do jardim

Nos cabelos o cheiro do mar

E no peito o amor

Tenho as pintas de um dia forte de Sol

E a certeza do muito que vivi.
Não sei se serei tão grande quanto as minhas experiências

Mas sou experiente o suficiente
para saber que sou única para Deus.

Marta Vaz

Espelho meu

Nua ao espelho Vejo os olhos que um dia fitaram os seus  As mãos que ao microfone disseram tanto O tanto que você não ouviu Aquele mesmo que...