quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Espelho meu


Nua ao espelho
Vejo os olhos que um dia fitaram os seus 
As mãos que ao microfone disseram tanto
O tanto que você não ouviu
Aquele mesmo que usou pra pisar nas páginas da minha vida
Esse ego que me sufoca a anos
Essa atitude rasa que em nada combinava com o amor que dizia sentir.
Na boca ainda resta o batom que de relance arrancou o seu 
Todas as marcas ainda estão aqui
Tatuagens que nem o tempo conseguiu apagar
Sigo com aquele sorriso bobo
Agora sem tantos disfarces
Foram tantos que me perdi por entre os personagens que criei 
Hoje tenho uma Analista, e não consigo mais sorrir depois das sessões, dói reaprender.
Aprender quase tudo que deixei em dias que morreram a cada pôr do Sol que vi.
E não foram poucos, os dias, as noites, as perdas, as tantas coisas que hoje entendo
Minhas sabotagens, essa minha mania de fugir do Amor, de amar.
O Amor existe em mim, mas tão divergente dos demais, dos normais.
É, continuo na contramão com minha poesia.
Talvez um dia mergulhe de vez,  aprenda a não fugir e a matar quem eu era, 
Dando aquele tal último suspiro em sua boca.
Marta Vaz


sábado, 4 de fevereiro de 2023

Tesão


Preciso dessa emoção para criar
Viver, respirar esse tesão.
Não importa se vai passar ou não
Preciso sentir
Envolvimento, sentimento, calor
Acolhimento em cada palavra.
Despertar desejo só em olhar.
Falando ou ouvindo,
Nada é bobagem...
Sem emoção a vida apenas passa.
Preciso mais que isso...
Mergulhar e sentir seu tesão
Fervilhando, convidando a seguir sem medo.
Viajar com a imaginação, 
sentir toda essa emoção mesmo em segredo
É muito mais gostoso, prazeroso, intenso
Ser toda sua por um instante, que dure uma vida.

Marta Vaz

sábado, 28 de maio de 2022

Imortal

 


O tempo escorre pela pele,

Como suor fruto de emoções clandestinas.

Tento achar explicações entre lembranças e canções.

Permeio dores imperceptíveis,

Quase chego a tocar sua alma.

Algo que só eu conheço, 

Tão intima e própria em mim.

Por vezes chego a gritar ao mundo

Ai lembro quão longe estou.

Quão profundo sinto e sou.

Lembro que o melhor está no silêncio

Nesse sentir tão intenso!

O meu olhar fixo provando cada parte do que mostra

Mas quero o que esconde, 

O que não será devorado pelo tempo

Quero o que acelera tudo em mim.

Nem tudo é efêmero, fugaz.

Essa viagem vai passar um dia, eu sei.

Mas a fonte dessa embriaguez, nunca.

Bebo dos saberes ocultos

Sou tragada, lambida pelas labaredas dessa fogueira incauta

Sendo a feiticeira, a condenada pelos pecados

Mas imortal por esse sentimento que nos consome.

Marta Vaz



 


 







sábado, 30 de abril de 2022

Silêncio

 


É melhor silenciar

Qualquer verdade lúcida que fale 

Vão dizer que são mentiras,  loucuras delirantes. 

É melhor silenciar 

O silêncio não trai, nele escuto as vozes do ontem, de hoje e do amanhã. 

Mesmo que doa, não vou adormecer novamente 

Respostas não precisam estar só no inconsciente.

Meu delírio é viciante, estou nua na noite escura

Será mais um delírio, dos tantos que tomam esse mar de emoções tão profundas?! 

Sentir nem sempre é bom e nem ruim também, apenas imprescindível, mais que necessário.

Lúcida, tudo é noite, loucura, delírio, silêncio...

E pasmem,  uma solidão profunda coletiva!

Marta Vaz














domingo, 10 de abril de 2022

Em Voz Alta

 


Pensamentos se embaralham como cartas nas mãos de um "croupier";
E o tempo voraz, engolindo tudo tão rápido!
As chances para um bom lance são cada vez mais arriscadas.
Cresce a excitação, essa vontade de continuar embriagada de esperança.
E os sentimentos saltam com as palavras, inundam o papel
Tudo na minha cabeça roda com o meu mundo;
Uma tristeza profunda se dilui lentamente nesse fluxo em mim
Fluindo como o rio que nunca para, mesmo quando a vida cessa.
Estou nessa, deixando tudo que não me cabe ir.
Um dia estarei nua, talvez tão solitária como a Lua,  
Sendo a inspiração de canções e poesias.
Lembrei que já sou assim, mesmo não sendo ela.
Sou aquela que pulou da janela quando se viu naquele olhar
Aquela que correspondeu sustentando um diálogo secular, sempre pelo olhar.
Sentia que não precisava mais de nada.
Mas o tempo muda e veio a tempestade arrancando minhas roupas, tudo que achava que tinha.
Levando tudo embora.
Fiquei nua, só eu e aquele olhar espelho.
Vi o que nunca imaginei enxergar; 
Barreiras tão frágeis, eram como feitas de algodão.
No primeiro momento, medo, desespero, mas depois...
Há tanta vida além da minha!
Como é tênue essa tal linha que nos separa?!
Lembro que você já me disse isso.
O que é esse abismo enorme que se agiganta em nossos pés?!
Pausa... 
Temos asas!
Será que sabemos voar?!
Ficar no mesmo lugar não nos cabe, ou só a mim? 
Tudo muda e já mudou
Você vem ou vai ficar pra próxima sessão?
Nesse cinema a vida sempre se repete
A ilusão na tela reflete desejos, medos , anseios, tudo talvez numa grande ficção.
A vida está no rio, nas asas, nos pés, nas mãos, na pele, no cheiro, no beijo, e nessa vontade de você que não passa.

Marta Vaz

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Um brinde à insônia do que atordoa


 É dor o que se aprofunda na carne,
As palavras como chibatadas repletas de ira, ainda são proferidas sem piedade.
E quanto tempo passou?! 
Mas esfolam, esfolam... 
Sangrando nossas feridas.
Quanto sangue pulsa forte nas veias, escorrendo por essa terra árida de quase tudo.
A gente teima em viver, a gente teima em chegar a essa fonte inesgotável que tentam fazer acreditarmos não existir, não sermos dignas desse tanto.
Sempre foi assim, minhas irmãs morreram torturadas nas fogueiras da inquisição, por ousarem ser... Elas
Tudo em nome de um Deus que a gente não conhecia e ainda não conhece. 
As culpas até hoje são lançadas em nós, como em latrinas cagadas pelos restos podres de que eles são formados.
Até hoje tentam nos sangrar, rasgando nossa carne, abafando nossos gritos, minando nossas forças. Diminuindo quem somos, o que carregamos, o que sentimos e o que já a muito deixamos de sonhar, por pouco ou nada descansarmos.
Eles tentam a todo custo nos chicotear novamente, com palavras, com atitudes, com o desprezo ou por puro prazer,
Buscam acabar com nossos traços, nossa base, ancestralidade.
Do nosso ventre parimos mudanças,
 elas nunca vão deixar de vir pelo gozo, pelo prazer que tentam nos tirar, 
"Doutores" de merda que não sabem nos fazer gozar, nunca souberam!
A cada uma de nós que tentam silenciar enterrando, brota uma nova semente, pulsando latente tudo novamente.
Somos eternas!
Sou Sal, choro sim, choro um mar de esperanças, de vida, de mágoas também.
Não tentem calar esse choro, ele vai muito além do que acham que podem controlar.
Assim volto sempre as origens, onde somos apenas o desejo da Deusa que conheço
E brindando a essa força, desatando cada corrente ,
Busco, busco, busco sempre...
E encontrei bastante das que aqui estiveram,
Sou um pouco de cada uma delas
E o muito que ainda nos falta viver.
Marta Vaz




quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Exposição



Temo a exposição, 

Mil olhos despindo a alma

Um preço tão alto, tão injusto!

Sorrisos irônicos, vazios,

Vasculhando expressões

 Parafraseando com verbos que sequer ousamos dizer.

Evitei tanto os toques, desejando tanto o seu!

Perdi tempo, chances, beijos, momentos, sorrisos e o colorido da vida

Aprendi a ser só, vestir a solidão como um escudo

Esconder sentimentos, sem deixar de senti-los realmente

 Amar me inspira, Amor! 

Fogo que arde sem queimar, fazendo delirar.

Tantas bocas não falam nossa língua;

Tantos olham sem enxergar.

Se encantam com o canto, com a arte

Apenas desejam por desejar.

Aprendi com a exposição a gritar

Expressar ao que sufoca sem matar;

 A amar sem medo e a viver toda falta que sobra em mim.

Marta Vaz

 






 

 


 






domingo, 22 de agosto de 2021

Quase canção

 


Deixei de ler suas cartas

Mas nada apaguei da memória

Nem aquele seu toque atrevido, 

Apertando minha cintura pelo vestido.

Eles nada sabem, 

Que sorte a nossa!

Escapando, escorrem os sentimentos

Quanto tempo perdido!

O deles ou o nosso?

Os silêncios falam tanto!

Somos pura poesia

 Vibrando em notas musicais

 em proposital suspensão

Para durar além da normalidade.

Esse desejo pulsa, grita 

Posso sentir o ritmo acelerar

Como os abraços que nunca vão nos roubar.

Sinto tudo, sinto muito, 

por nunca deixar de sentir.

Nada foi embora e nunca irá

Coisas muito bem guardadas

Como na quase canção

que não chegamos a cantar

Pouco importa...

Nunca foi pouco, o tanto que está em nós.

Marta Vaz








quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Que Seja



Quero reescrever o destino, 

Redescobrir  essências

Ir fundo, embriagando-me desse âmago enigmático

Viver as sombras, provar dos medos

Fazer o que ninguém conseguiu

Completar-me em sua incompletude

Ser uma em duas,

Numa esquina da cidade nua

Falar bobagens, as mesmas que excitam os casais.

E quando for algo mais sério, 

Ser apenas verdade.

Não vou mais pedir chance

Vou arranca-la sem piedade, 

Despi-la

Da mesma forma que seus olhos fazem com libido.

Sem idealizar, apenas provar

Ser o mais velado desejo

Explodir nesse encontro

Ser qualquer sentimento

Que seja,  

Tornar-me sua, nesse momento 

Sem deixar escapar vontades

E se tiver que ser mais

Que seja.

Marta Vaz






domingo, 8 de agosto de 2021

Passional







Diz que não valho nada

Não, não em palavras

Pela negação que entrega

Pelo tempo perdido, empurrando ao abismo

Vai, xinga alto...

Grita: exagerada, passional...

Arranca minhas roupas com o olhar

Esse olhar navalha, que dilacera até a alma

Derruba qualquer barreira.

Como num salto, rendo-me ao encanto

Ao som das letras que saltam e se encaixam

Como corpos ardentes, elas fazem Amor

Fazem poesia da dor

E aos olhos do mundo, invisíveis

Resistem, pulsam e ardem de prazer

Derramando sentimento em cada poesia

Nuas, ou bem vestidas, 

Andam desarmadas na mesma esperança.

Marta Vaz



domingo, 31 de janeiro de 2021

Desafio

 


Poderia derramar no papel a mágoa que invade

Poderia dizer coisas sem nexo,  falar de sexo 

ou de toda sacanagem que me imputas.

Mas escolho calar, sentir além das vãs aparências

Mergulhar no vazio que se agiganta

Chegar ao fundo da alma

e lançar um desafio.

Fitar o reflexo nesse grande espelho

O que resiste nesse interior mais velado 

Apenas ir, sem horário marcado pra voltar, 

Sem culpas pra carregar

Fazer de mim tudo aquilo que me falta

Ser essa falta e a fiel solidão

Poesia, melodia, delírios e Amor

Com toda intensidade que a dor proporciona

Morrer passo a passo sorvendo esse sentimento

Renascer mais integra, verdadeira e minha.


Marta Vaz





sábado, 18 de abril de 2020

Anima


Gosto de me ler,
Escrever sem muitas explicações.
Inspira-me as canções, as emoções.
Gosto de ouvir sentimentos
Quase posso tocá-los
Imagina-los em minha pele.
Despir a persona dos desvarios desejos
Viver intensamente o tão sonhado.
Alimentar a anima com tudo que é leve, bom.
Findar as angustias com um beijo.
E ser o que tanto desejas.

Marta Vaz




Fotografia de Michael David Adams.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Inspiração

Tantos versos,
Tanto Amor derramado no papel!
E a solidão ainda pulsa,
retalhando esse sentimento
Fragmentando o pensamento
Retrocedendo o id à memórias
que insistem em não calar nossa história.
Uma música suave toca o desejo
Inspiração para o que parecia esquecido
Mas a vida pulsa no corpo
Esquenta a alma fazendo um verão
Suando e transbordando a lealdade.
Tudo parecia tão perdido!
Tão distante!
Mas o encanto não morre nunca!
No agora a fala é breve mas contínua.
Os corpos esculpidos pelo tempo
confirmam as marcas desse viver.
A espera sempre vale a pena
Quando agregamos nesse crescimento.
Aquele intento ou lamento
hoje é passado.
O que insiste é o que realmente importa
Dentro de mim ou de você
o que pulsa vai e deve acontecer.

Marta Vaz







quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Confluência


Se entreolhar e sentir a distância se agigantar
Perceber um abismo em nossos pés
Todo sonho escorrendo sem parar
como a areia de uma cruel ampulheta
Indo pra não mais voltar.
Tanta dor em farpas trocadas!
Tapas que o tempo não para de dar
Ofertamos a outra face, passivamente?!
A natureza não é pacífica
Não chegamos aqui apenas para morrer
Preciso viver, precisamos crer!
Nego que viemos para o sofrer.
Dos meus poros flui paixão
Desejos que assaltam o peito
Já foi escolhido esse viver,
Um acordo mútuo onde não cabem trapaças.
A pele sente o vento da indiferença
Mas o clima é quente, ferve
Uma ebulição de tudo que pode dar certo.
Rasguei o passado assim como a alma de tantas vindas
Mil faces de mulher vivida que sabe ser homem também.
Estamos além do que dizem ser o certo,
Somos acúmulo de erros, dos mais bem vividos.
Sem amarras, sem algemas
Que a cura flua como pura fantasia para voar
Flutuar além dos problemas
Para que sintamos mais vida
Numa conjunção que seja apenas amar.

Marta Vaz



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Prazer!

Quando os olhos se encontram
Nuvens se dissipam
Faz-se azul
Do céu ao mar
Tudo é sentimento
As línguas tragam muitos verbos
Arrancam gargalhadas rasgadas
Suores, vapores da paixão
Beijos, provas reais do encanto
O silêncio invadido pulsa, pulsa, pulsa,
Amor
Quanta vida esculpida naquela carne!
Travesseiro agora repousa seu cheiro
Todo desejo escapando pelos poros
Fluindo fazendo história.
Imaginação assaltando o real
O tempo parou
No espaço apenas dois corações
Nessa dança lenta, volúpia escoa
Passos marcados pela saudade
Agora toda vontade é
Prazer...

Marta Vaz


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sempre Recomeços


Tantos caminhos, palavras desmedidas
Músicas, livros, em todo lugar...
Muitas perguntas, poucos gestos.
Certas ou erradas?
Respostas desencontradas 
Mas em nós pertinentes.
Incoerentes ou inocentes,
São nossas
Ora em mim outra em você.
Flores não crescem em lápides
Não precisamos de heróis mortos
E sim do desejo ardente, vivo
Já existente em nós.
Aquele que move 
Comove montanhas
Nas entranhas, nos poros escapa como Arte.
Ser eu ou você
Do anonimato ao estrelato
Simples ou complexo
Não paciência apenas.
Também ser a pressa
Ciumes quando distância
Beijos e cumplicidade
O sonhado... 
Também a coragem de um mergulho
Sem certezas...
E que as incertezas nos invadam 
Nos tragam 
Nos levem ao finalmente
E que no final sejamos recomeços.

Marta Vaz



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cúmplices do desejo

Marcas arranham o tempo
Farpas escapam do pensamento
Cores pálidas em peles nuas.
Mesclam com a solidão.
O amor sangra, escorre por entre os dedos
Ensejo, medo, tantas possibilidades veladas.
Reveladas só nas fotografias
E no toque do pincel a tela fria.
Mistura de sentimentos
em tons vibrantes.
Pulsa a vida,
Toca em uma canção.
Quando chega a noite
Sonhos são espalhados pelo chão
E um céu sorri daquela boca.
A lua brinda a ela com um beijo
Tudo é leve,
A falta é breve
A luz invade a sala em sorrisos fluidos.
Refletem toda falta pelo olhar
O calor inflama os corpos e o sofá.
Estão vivos novamente.
Matam o segredo
Arredam as dúvidas
Explicitam perversões
Agora,
Reféns e cúmplices do desejo.

Marta Vaz




sexta-feira, 22 de maio de 2015

A Fama


Todo mundo ama a fama
A fama de quem faz um mundo
O mundo que ergue um muro
O muro onde a maioria anda.
O mundo que gira
Atirando lama
Na cara de quem deita
mesmo sem fama
Na conversa de quem ama
só pra cama.
Desamam aquele que tem fama e o negam.
Desfazem da beleza
de quem apanhou da fama
De quem toca o mundo
De onde vem a grana.
E que mesmo do muro
Supera barreiras
E ama.

Marta Vaz



segunda-feira, 30 de março de 2015

Sem disfarces



Não acredito em quem traja o medo
Não quero esses seus segredos
E muito menos a frieza das lamentações.
Rasgue as máscaras da solidão,
Disfarces pontuais do ego.
O veneno escorre pelas pontas dos dedos
Entorna, manchando a poesia no papel.
Não gosto de mentiras
Nem das amarras desse sentimento arrastado.
A boca que é marcada pelo desejo de quem não viveu
Tem os sonhos sabotados pela covardia
Quem acha que sou?
Pouco importa se acreditaria.
Dúvidas são inerente a quem cria
Sigo sem certeza alguma,
O tempo é curto para ser perdido.
Quem deseja, revela
Quem sorri, encanta
Quem espera, nem sempre alcança
Mas quem cansa, desperta
E do nada faz algo acontecer.

Marta Vaz



terça-feira, 24 de março de 2015

A Volta

E o tempo urge, tudo tão depressa!
Você na sua pressa
Uma forma de adeus peculiar?
Estou no meu silêncio,
Cansei de esperar pelo sonho
Não durmo, nem sonho mais.
Vivo os dias, soltando amarras.
Agora chegou a minha hora
Estou voltando, retornando à casa.
Não, o filme não acabou!
Mas a roupa não me cabe mais,
É outra...
Minha vida, louca.
Meus desejos, nada fáceis de compreender.
Misto de solidão e companhia
Não verterei mais lágrima alguma.
A tempestade se foi
Agora aurora e calmaria
Brisa que acaricia, voz suave do amar.
Liberta e pronta pra dançar.
Essa minha obra não será a última.
Uma nova vida se descortina
Já sinto o seu perfume
Sua calma, paz serena.
Estaremos sempre juntas
O Amor é a razão
É Luz na escuridão
Sinta, Amor
E tudo estará aceso.

Marta Vaz


Espelho meu

Nua ao espelho Vejo os olhos que um dia fitaram os seus  As mãos que ao microfone disseram tanto O tanto que você não ouviu Aquele mesmo que...